
Emprego
na indústria fecha 2009 com queda recorde, mostra IBGE
Recuo de 5,3% foi o maior desde o início da pesquisa, em 2002.
Em dezembro, indústria voltou a demitir após cinco meses.
A indústria brasileira voltou a demitir em dezembro, após cinco meses consecutivos de alta no emprego no setor. Com a queda de 0,6% em dezembro, o emprego na indústria fechou 2009 com redução de 5,3%, a maior queda desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2002.
De acordo com o IBGE, o resultado de dezembro não altera a trajetória de expansão do emprego, que registrou alta de 1,6% no quarto trimestre frente ao anterior. Na comparação com dezembro de 2008, no entanto, o emprego na indústria manteve taxa negativa, de 2,7%. De julho a novembro, o emprego na indústria acumulara expansão de 2,8%.
Em 2009, apenas a indústria de papel e gráfica mostrou aumento no número de trabalhadores, de 2,7% na comparação com o ano anterior. Já as maiores quedas vieram de meios de transporte (-9,8%), máquinas e equipamentos (-8,6%), vestuário (-7,9%), produtos de metal(-9,1%) e madeira (-16,8%).
Regionalmente, São Paulo fechou o maior número de vagas, levando o emprego industrial no estado a registrar recuo de 4,0%, seguido por Minas Gerais (-8,5%).
Meses de dezembro
Na comparação entre meses de dezembro, os cortes de vagas mais significativos foram registrados principalmente na região sudeste (-3,1%), especialmente São Paulo (-2,1%) e de Minas Gerais (-6,7%).
No total do país, o número de demissões superou o de admissões em onze dos dezoito setores pesquisados, com meios de transporte (-8,4%) apresentando a queda de maior impacto.
Horas pagas e folha de pagamento
O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria registrou queda de 0,1% na passagem de novembro para dezembro, após seis meses consecutivos de alta, acumulando expansão de 3,3% de junho a dezembro. Frente a dezembro de 2008, no entanto, houve queda de 1,8% no número de horas pagas.
Com o resultado de dezembro, o número de horas pagas caiu 5,6% no acumulado de 2009, o maior recuo da série histórica do IBGE.
A folha de pagamento também ficou menor no ano passado, em 2,8%. Em dezembro, a queda foi de 5,0% frente ao mesmo mês de 2008 e de 3,7% ante novembro.
2010 começa com novas regras para pagamento de seguro por acidente de trabalho
A partir deste mês, entram em vigor novas as regras do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) que será usado no cálculo da contribuição paga pelas empresas para o Seguro Acidente de Trabalho (SAT). A empresa que apresentar redução de acidentes de trabalho e investimento na área pode ter abate até 50% e a que tiver grande número de acidentes pagará um adicional até 75%.
Levantamento do Ministério da Previdência Social aponta que 952.561 empresas terão de contribuir com o seguro em 2010. Desse total, 92% terão bônus com a aplicação do FAP e 7,62% pagarão acréscimo. As alíquotas pagas são de 1%, 2% ou 3%, conforme o risco de acidentes da atividade, e incidem sobre a folha salarial. As empresas do Simples estão isentas, o equivalente a 3,3 milhões de estabelecimentos.
Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do ministério, Remigio Todeschini, as normas anteriores não fixavam diferenciação de pagamento e nem benefícios para quem investe em segurança no trabalho. As novas regras têm o objetivo de estimular a prevenção. O fator acidentário será calculado anualmente com o intuito de verificar quais empresas investiram e estão aptas a receber o bônus.
Todeschini alerta que as despesas com acidentes e condições inadequadas de trabalho chegam a R$ 50 bilhões por ano, cerca de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todas as riquezas produzidas no país. Nesse cálculo está incluso o pagamento de benefícios e de aposentadoria especial.
Nos últimos três anos, os acidentes de trabalho cresceram aproximadamente 46,4%. Em 2006, foram contabilizados 512 mil acidentes e os casos de doenças no trabalho subiram, em 2008, para quase 750 mil. A explicação para o aumento, segundo Todeschini, é o próprio crescimento econômico do país sem a adoção de medidas de segurança pelo empresariado.
Os setores econômicos com os piores índices
são alimentação, construção civil, têxtil,
automobilístico, comércio, serviços, transporte de cargas,
agricultura e armazenamento - respondem por mais de 50% dos acidentes no país.
Os cortes em mãos e pés lideram o ranking de acidentes. Em segundo
lugar, aparecem movimentos excessivos e esforço repetitivo, seguido
pelos transtornos mentais e de comportamento.
Autor: Miriam Modesto
Fonte: uol/folha on line
Brasília, 05/01/2010 - Com o objetivo de garantir os direitos dos trabalhadores terceirizados, o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se reuniu nesta terça-feira (5), com representantes das centrais sindicais para concluir o projeto de Lei que regulamentará os contratos de prestação de serviços terceirizados. O projeto é fruto de uma parceria do MTE com as centrais sindicais.
No encontro, Lupi ressaltou a importância de regulamentar a terceirização como forma de proteger os empregados que trabalham nessa condição. "Estamos dando mais um importante passo para melhorar a vida dos trabalhadoresbrasileiros. Estamos há um ano e meio lutando para conseguir esta regulamentação, e, junto com as centrais sindicais, em unidade, conseguimos concluir este Projeto de Lei", declarou.
Atualmente não há marco legal. Os empregados contam apenas com a Súmula 331 do TST como apoio na hora de reclamar os direitos trabalhistas. A relação contratual é entre tomador (aquele que utiliza a mão-de-obra) e prestador de serviço (aquele que coloca trabalhadores à disposição do tomador). A empresa tomadora se responsabiliza somente subsidiariamente, e também não existem regras definidas para a contratação de mão-de-obra ou para prestação de serviço terceirizado.
Não existe também segurança jurídica para as empresas tomadoras e as prestadoras na hora de fechar os contratos de prestação de serviço. Os trabalhadores terceirizados também não recebem o mesmo tratamento dado aos funcionários efetivos quando o contrato é da própria empresa, além da falta de vínculo, que mesmo com todas evidências é difícil configurar vínculo empregatício.
Com a aprovação do Projeto de Lei será assegurada ao empregado da empresa prestadora de serviços a percepção dos direitos que integram convenção ou acordo coletivo de trabalho vigentes celebrados pelo sindicato da categoria profissional preponderante da empresa tomadora de serviços, desde que haja mais benéficos que o instrumento coletivo de sua categoria, diz o projeto que trata dos direitos dos trabalhadores.
A lei prevê vínculo empregatício entre o empregado da empresa prestadora de serviços com a tomadora de serviços desde que presentes os requisitos previstos no artigo 3º da CLT e realizadas funções diferentes das descritas nos contratos regidos por esta lei. Depois de aprovada a lei, a empresa tomadora de serviços será solidariamente responsável, independentemente de culpa, pelas obrigações trabalhistas, previdenciárias e quaisquer outras decorrentes do contrato, inclusive no caso de falência da empresa prestadora de serviços.
Participaram da reunião representantes da Central
Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras
do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central
Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores (CGTB)
e Força Sindical. O ministro Lupi enviará o PL a Casa Civil
com Pedido de Urgência, devido a importância do tema para os trabalhadores
brasileiros
Brasil
bate recorde de empregos gerados em novembro
Indústria apresenta comportamento positivo acima da média histórica
e, junto com Serviços e Comércio, alavanca o índice de
geração de novos postos de trabalho
Ministro Lupi prevê saldo de 1,2 milhão
de novos empregos em 2009
Brasília, 16/12/2009 - No mês de novembro foram criados 246.695
mil novos empregos no Brasil, recorde histórico para o período,
segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério
do Trabalho e Emprego. O número é o dobro do recorde anterior,
de novembro de 2007, quando foram abertos 124.554 postos de trabalho formal
no país. Ao longo do ano, foram gerados 1.410.302 empregos no país.
Cinco dos oito grandes setores de atividade econômica apresentaram saldo
recorde, incluindo seis subsetores da indústria de Transformação.
O movimento da empregabilidade contraria o comportamento histórico do mercado de trabalho formal para o mês de novembro, quando se verificam reduções no ritmo de crescimento ou até mesmo queda no nível emprego. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em dezembro, quando normalmente se registra saldo negativo médio de 300 mil, também haverá comportamento atípico, com os desligamentos não passando de 200 mil.
"Teremos o menor índice de demissões em dezembro da história, e fecharemos o ano com cerca de 1,2 milhão de empregos criados. Isto é sinal de que a economia continua crescendo e que o mercado de trabalho brasileiro está experimentando uma estabilidade inédita. Em 2010 o programa 'Minha Casa, Minha Vida' vai alavancar a Construção Civil e teremos o melhor ano do Governo Lula em termos de geração de empregos", prevê Lupi.
Setores - Os setores recordistas foram Comércio (116.571), Serviços (87.252), Indústria de Transformação (39.594), Construção Civil (17.791) e Extrativa Mineral (613). Embora a Agropecuária tenha registrado saldo negativo de 16.628 postos, por conta de efeitos sazonais da entressafra, o resultado é menos desfavorável do que a média da série histórica do Caged (-34.903 postos).
Regiões - Das 27 Unidades da Federação, 25 apresentaram crescimento no nível de emprego, com resultados recordes em 17 delas. As Regiões Sudeste (124.362), Sul (59.601), Nordeste (55.134) e Norte (8.589) registraram desempenho recorde para o período. Na Região Centro-Oeste registrou-se recuo de 991 postos, por motivos sazonais negativos relacionados ao agronegócio, inclusive Agricultura, que fechou 6.994 postos.
O conjunto das nove Áreas Metropolitanas registrou desempenho recorde de empregos, com 125.355 postos, resultante da geração recorde em todos os aglomerados urbanos. No interior foram gerados 76.645 postos.
Brasília, 16/11/2009 - Em outubro, foram gerados no Brasil 230.956 novos postos de trabalho, aumento recorde de empregos com carteira assinada, em relação ao mesmo período dos anos anteriores. O saldo de 2009 chega a 1.163.607 novas vagas de emprego, ultrapassando a marca de um milhão de empregos prevista pelo ministro Carlos Lupi desde o início do ano. Com o resultado, o Brasil alcança a inédita marca de 33.156.909 trabalhadores empregados com carteira assinada no país.
"O Brasil é o único país do G-20 a gerar mais de um milhão de novos empregos em 2009, e a maior alavanca para sairmos daquela situação que atingiu o mundo foi o crescimento do salário, que vem registrando altas acima da inflação e dando ao trabalhador mais poder de compra. Temos que acabar com este complexo de país pequeno: somos um país grande, forte e devemos continuar apostando em nós, investindo no Brasil", disse Lupi.
No ano, os estados que mais geraram empregos foram São Paulo (399.092), Minas Gerais (115.391), Paraná (89.037) e Rio de Janeiro (72.021) e Goiás (63.903). Os mesmos estados repetem o desempenho no mês de outubro, reforçando o crescimento. Ainda em referência a 2009, os setores que mais abriram vagas foram Serviços (481.007), Construção Civil (210.360), Comércio (169.988) e Indústria da Transformação (137.311).
"Em novembro haverá novo recorde e em dezembro teremos uma queda menor do que a média histórica. Por isso continuo afirmando que fecharemos o ano com mais de um milhão de empregos", comentou Lupi. "E para 2010, teremos o melhor ano do Governo Lula na geração de empregos, quando serão criados dois milhões de novos postos de trabalho no Brasil", prevê o ministro.
Recorte setorial - O crescimento do emprego foi recorde em cinco dos oito setores de atividade econômica do país. A Indústria de Transformação aparece em destaque, com 74.552 novos postos de trabalho, resultado recorde para o mês de outubro na série histórica do Caged - número 24,2% superior ao recorde anterior, de 60.034 postos, ocorrido em 2007. O Comércio (68.516) e a Construção Civil (26.156) obtiveram desempenho recorde para o período. A Agropecuária teve resultado negativo (-11.569) devido à sazonalidade relacionada principalmente à entressafra no Sudeste, porém houve expressiva melhora comparativamente à queda observada em outubro de 2008 (-38.422).
O desempenho inédito da Indústria de Transformação foi proporcionado pela elevação dos 12 ramos que integram o setor, dos quais seis apresentaram resultados recordes e três obtiveram o segundo melhor desempenho histórico. Em termos absolutos, lideraram a geração de empregos as indústrias de Produtos Alimentícios (17.838), Têxtil (9.805), Metalúrgica (9.471).
Recorte geográfico - Todas as Grandes Regiões elevaram o nível de emprego, com quatro delas apresentando saldos recordes para o período: Sudeste (108.035 postos), Nordeste (49.334), Centro-Oeste (9.292) e Norte (15.130). A região Sul foi responsável pelo aumento de 49.165 empregos, registrando o segundo melhor desempenho para o período. Em 14 das 27 Unidades da Federação foram registrados resultados recordes de empregos, com destaque para São Paulo (69.146), Rio Grande do Sul (19.596), Rio de Janeiro (16.705, recorde para o mês), Santa Catarina (16.142) e Minas Gerais (15.898, saldo recorde no mês). Também bateram recorde em outubro Paraná, Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Pará, Distrito Federal, Rondônia, Piauí, Tocantins, Mato Grosso e Roraima.
O conjunto das nove Áreas Metropolitanas medidas apresentou desempenho recorde em outubro (103.316), com saldo recorde em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Curitiba e Belém. Em números absolutos, os principais resultados aconteceram nas Regiões Metropolitanas de São Paulo (40.317) e Rio de Janeiro (13.936), que registraram o segundo maior saldo do período.
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Ministro
Lupi anuncia programas de qualificação profissional no RS
Em visita ao polo naval do município de Rio Grande,
Lupi pede a empresários da região oportunidades aos 1.500 alunos
do curso implementado na cidade. Em Pelotas, mais 1.450 trabalhadores serão
beneficiados com qualificação.
Brasília,
06/11/2009 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou nesta
sexta-feira (6) um plano de qualificação para 1.500 jovens da
cidade de Rio Grande (RS), um dos principais polos da indústria naval
brasileira. Após visitar as obras do novo estaleiro onde serão
construídos os principais módulos da Plataforma P-55, da Petrobras,
o ministro assinou termo de compromisso com o prefeito Fábio Branco
e fez um apelo aos empresários.
"Peço a todos os empresários que priorizem a contratação
dos jovens que vão participar deste curso, valorizando o dinheiro público
investido e ajudando no desenvolvimento da cidade", afirmou. "O
aquecimento da indústria naval é uma excelente notícia,
mas precisamos garantir que ele também seja revertido em benefícios
para a população local".
Ao discursar na Câmara Municipal de Rio Grande, o ministro lembrou que
as encomendas feitas ao polo naval deverão gerar cerca de 40 mil empregos
indiretos na próxima década e já credenciam a cidade
a ser "um novo eixo de desenvolvimento do Mercosul".
Lupi ressaltou ainda o papel do Estado no
reaquecimento da indústria naval brasileira. "Mesmo em plena crise
financeira mundial, o Governo Lula aumentou os investimentos da Petrobras
e ainda fez um aporte de R$ 10 bilhões ao Fundo da Marinha Mercante,
mantendo a economia aquecida e gerando milhares de empregos. Este é
o papel do Estado comprometido e eficiente", disse.
Pelotas - Ainda nesta sexta o ministro viaja até a cidade vizinha de
Pelotas (RS) para participa da aula inaugural de outro curso de qualificação,
realizado com recursos do Governo Federal. Os 1.450 alunos inscritos terão
acesso a 26 diferentes atividades profissionais e receberão bolsa de
R$ 600 ao longo do programa. O investimento total é R$ 1,6 milhão.
Fonte: Diap
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14/11/07
A
cópia da CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social) juntada aos autos
pode servir como comprovante da opção do trabalhador pelo regime do FGTS (Fundo
de Garantia por Tempo de Serviço). A Turma Nacional de Uniformização da Jurisprudência
dos Juizados Especiais Federais, por maioria, conheceu de pedido de uniformização
para anular acórdão da Turma Recursal de São Paulo que não levou em consideração
a apresentação da CTPS nos autos.
O acórdão da TR-SP julgou improcedente o pedido do autor de aplicação de juros
progressivos ao saldo de suas contas vinculadas ao FGTS, sob a alegação de
inexistência de prova de opção por esse regime. Segundo a relatora, juíza
federal Maria Divina Vitória, há nos autos cópia da CTPS do trabalhador que
demonstra tal opção. Por essa razão, a Turma Nacional de Uniformização determinou
a anulação do julgado, para que outro acórdão seja prolatado, levando-se em
consideração essa documentação.
Fonte: Última Instância
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14/11/07
A
4ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Minas Gerais negou provimento
a recurso em que o executado pretendia a retificação dos cálculos apresentados
pelo perito oficial no tocante ao auxílio-doença. A Turma acompanhou voto
do desembargador Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, que manteve a decisão
de 1º grau no sentido de que o auxílio-doença não poderá ser inferior ao salário
mínimo quando incidente o coeficiente de redução previdenciária de 91%, nos
termos da Lei nº 9.876/1999.
De acordo com o TRT-MG, o executado discordou da homologação dos cálculos
elaborados pelo perito oficial, fazendo com que o juiz de 1º grau convertesse
o julgamento em diligência, com a remessa do processo ao SLJ (Setor de Liquidação
Judicial). O SLJ reiterou os cálculos alegando que a renda mensal do benefício
(no caso, auxílio-doença) será de 91% do salário-benefício. Todavia, este
valor não poderá ser inferior ao salário mínimo.
Dessa forma, a Turma entendeu estarem corretos os cálculos apresentados pelo
perito oficial e ratificados pelo SLJ, que foram elaborados de acordo com
a sentença.
Fonte: Última Instância
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14/11/07
A
Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão em que a Multibrás
S/A Eletrodomésticos, de Santa Catarina, foi condenada a pagar R$ 10 mil reais
de indenização por danos morais por ter suprimido plano de saúde que oferecia
aos aposentados.
A empresa havia implantado, como parte de sua política de recursos humanos,
um conjunto de benefícios – como assistência médica, subsídio na compra
de medicamentos, assistência odontológica e seguro de vida, entre outros.
Os benefícios eram assegurados por meio de um mecanismo interno chamado “clube
de veteranos”, que abrigava funcionários com 20 anos ou mais de serviço,
e nele eram mantidos, inclusive, os aposentados.
O sistema funcionou durante oito anos até que, em 2003, a empresa resolveu
reduzir os benefícios dos aposentados, alegando que sua manutenção afetava
o preço de suas ações. No que se refere à assistência médica, estabeleceu
um plano de saúde inferior aos dos empregados da ativa e, alternativamente,
ofereceu indenização de R$ 5 mil aos que não concordassem em aderir. Foi nesse
contexto que uma das aposentadas entrou com ação, alegando que a Multibrás,
ao romper unilateralmente os benefícios, teria lesado um direito adquirido.
A sentença da 1ª Vara do Trabalho de Joinville (SC) foi favorável aos pedidos
da aposentada, determinando o restabelecimento dos benefícios, inclusive do
plano de saúde que vigorava anteriormente ou de um similar, além do pagamento
de indenização por danos morais pelo período em que ela ficaria sem a cobertura
da assistência médica. A empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho
da 12ª Região (SC), que deu provimento parcial ao recurso, determinando apenas
o abatimento do valor pago por ocasião da não adesão ao novo plano de saúde
com o valor arbitrado a título de indenização por danos morais.
Inconformada, a Multibrás apelou ao TST, sustentando a validade da transação
que a dispensou do pagamento do plano de saúde, com a anuência dos aposentados
que aceitaram a indenização. A relatora da matéria, ministra Maria Cristina
Peduzzi, opinou pela rejeição do recurso (não conhecimento), pois, ao contrário
das alegações, não é aplicável ao caso o item II da Súmula 51 do TST, que
estabelece: “Havendo a coexistência de dois regulamentos da empresa,
a opção do empregado por um deles tem efeito jurídico de renúncia às regras
do sistema do outro.”
A ministra ressalta que, conforme o acórdão regional, não foi concedida à
aposentada a possibilidade de opção entre dois regulamentos coexistentes,
já que não lhe foi conferida a alternativa de permanência no plano de saúde
anteriormente oferecido. E conclui que houve imposição da empresa às novas
regras, tidas como prejudiciais pelas instâncias ordinárias.
(RR
1485/2004-030-12-00.7)
(Ribamar Teixeira)
Fonte: TST
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14/11/07
Rio de Janeiro - O emprego na indústria cresceu 2,2% no mês de agosto em relação ao mesmo período do ano passado, completando 14 meses consecutivos de expansão. A taxa é a mais alta desde abril de 2005, quanto o crescimento no emprego industrial sobre o ano anterior foi de 3,2%.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada hoje (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o contingente de trabalhadores cresceu em 12 dos 18 segmentos da indústria e em nove dos 14 locais pesquisados.
Os setores que mais contribuíram para o aumento do emprego foram o de alimentos e bebidas (4,2%), de meios de transportes (9,6%) e de máquinas e equipamentos (8,8%).
Segundo André Macedo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, os resultados positivos no do mercado de trabalho acompanham o ritmo da atividade industrial no país, observado ao longo deste ano.
“O
emprego industrial está diretamente associado ao bom desempenho da atividade
produtiva, não só nas comparações contra igual período de ano anterior, mas
ao longo deste ano, que vem apresentando um cenário bastante positivo".
Macedo destacou que, essencialmente, aqueles setores que têm um grande destaque na produção industrial – a indústria automobilística, os setores produtores de bens de capital que estão diretamente associados a maiores investimentos, às commodities - são os que, também no mercado de trabalho, estão gerando os melhores resultados.
Entre os estados, São Paulo foi o que representou o maior o impacto positivo, com alta de 4,1% na concentração de trabalhadores, gerada principalmente pelo desempenho do segmento de máquinas e equipamentos, onde o emprego cresceu 9,9%.
Embora com menor peso na taxa nacional do emprego industrial, o Paraná foi a unidade da Federação onde as contratações mais avançaram (4,2%), com destaque para a indústria automobilística, que apresentou incremento de 29,7% no contingente de trabalhadores. Também em Minas Gerais, onde o emprego avançou 2,6%, a indústria de veículos foi a que mais impulsionou o mercado de trabalho com aumento de 16% no número de empregados.
Movimento no sentido contrário ocorreu em Pernambuco, com retração de 4,1% mercado de trabalho industrial, gerado principalmente por um número menor de empregados nos segmentos de calçados e couro (9,6%), de madeira (7,7%) e de vestuário (2,6%).
Em relação ao mês de julho, a pesquisa do IBGE indicou aumento de 0,2% no emprego na indústria. Com o resultado, o setor acumula do ano alta de 1,6% de janeiro a agosto no pessoal ocupado, em relação ao mesmo período do ano passado.
O levantamento também apontou expansão de 0,3% no valor real da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria em relação ao mês de julho e de 4,7% na comparação com agosto do ano passado.
“Os resultados positivos da folha, observados nos últimos meses refletem não só o incremento das contratações, mas também da própria recuperação dos salários quando comparados com iguais períodos do ano anterior”destacou Macedo.
No confronto com o ano anterior, o aumento na folha de pagamento da indústria foi registrado em todos os estados pesquisados, com exceção do Espírito Santo, onde houve retração de 3,3%. A maior influência para a expansão nacional nos salários pagos veio de São Paulo (2,8%), principalmente por causa de aumento salarial nas indústrias ligadas a meios de transporte (8,3%), produtos químicos (8,5%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,9%).
Expansões acima da média nacional foram registradas nos estados do Rio Grande do Sul (14,5%) e do Rio de Janeiro (8,6%).
Adriana Brendler
Fonte:
Agência Brasil
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