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Marco Zero é lançado pelo ministro Carlos Lupi em cerimônia em Imperatriz (MA)
Objetivo deste projeto inédito de intermediação de mão-de-obra no meio rural é eliminar o papel do aliciador ilegal de trabalhadores, o chamado gato, e garantir o cumprimento das leis trabalhistas Brasília, 03/11/2008 - O Ministério do Trabalho e Emprego lançou hoje programa voltado especificamente para a intermediação e capacitação de mão-de-obra rural. Chamado de Marco Zero, o projeto é inédito e terá a parceria dos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Mato Grosso, identificados como as principais origens de trabalhadores resgatados em condições degradantes. A cerimônia de lançamento aconteceu em Imperatriz (MA) e contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e dos governadores que participam da ação, além da representante do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, e de secretários estaduais. Para o ministro Carlos Lupi, o principal objetivo do projeto é defender o direitro do trabalho e eliminar totalmente a figura do gato. "Nós não podemos mais permitir que, em pleno século XXI, tendo o Brasil uma economia forte que gera empregos - foram mais de 2 milhões só nos primeiros nove meses do ano - ainda ter que ver o trabalhador explorado, tendo que caminhar 10, 20, 30 km sob sol forte, sem água potável, sem alimentação e sem carteira assinada. Não vamos permitir que essas coisas aconteçam mais", destacou Lupi. Marco Zero é um projeto piloto que será realizado no âmbito do sistema público de emprego cujo foco é atender empregadores e trabalhadores rurais. O encontro em Imperatriz serviu para que a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica visando desenvolver ações voltadas para o projeto. Os primeiros estados escolhidos para iniciar a ação conjunta foram identificados como áreas de fluxo migratório, uso intensivo de mão-de-obra rural, aliciamento de pessoas para trabalho análogo ao de escravo; de origem ou residência de trabalhadores resgatados; e com forte presença de entidades não governamentais que tratam dessa temática. O MTE e os Governos Estaduais, por intermédio de suas Secretarias do Trabalho, promovem essa parceria para que acabar com a ação dos aliciadores de mão-de-obra (o chamado "gato") e garantir o cumprimento das leis trabalhistas. O serviço de intermediação de trabalhadores já ocorre, há mais de 30 anos, nos centros urbanos, desenvolvido por meio das unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) que são coordenadas e supervisionadas pelo MTE. As agências já implementadas ajudam não só a reduzir a taxa de desemprego, mas também contribuem para ultrapassar dois obstáculos freqüentes no mercado: a extinção de postos de trabalho não preenchidos e o acúmulo de funções.